NA CIDADE DE QUELIMANE: Munícipes acusam-se pela má gestão dos resíduos domésticos

Munícipes acusam-se pela má gestão dos resíduos domésticos

Citadinos residentes na Cidade de Quelimane avaliam positivamente os trabalhos levados a cabo pelo executivo da autarquia e apontam o munícipe como o culpado no tratamento indevido do lixo.

De acordo com os munícipes que falaram ao Cidadãos, a edilidade tem dado seu máximo para manter a urbe limpa, mas os moradores não contribuem na manutenção de um município mais limpo.

Abacar, de 38 anos de idade, alfaiate que faz seus trabalhos de costura perto do mercado do bairro avenida Maputo, reconhece o esforço que a edilidade tem envidado na recolha dos resíduos sólidos, mas é de opinião que “faça mais porque alguns bairros estão desprovidos de contentor e há vezes que o lixo é depositado nas bermas das estradas e que pela demora nalgumas vezes tem condicionado as estradas e causando cheiro não agradável que pode causar-nos doenças”. Defendeu.

Esta opinião é secundada pelo outro morador Morais Poito de 56 anos de idade. Para ele, a edilidade tem vindo a fazer trabalho de limpeza da cidade, mas acusa o munícipe de contribuir negativamente na gestão do lixo, porque, vezes sem conta tem vindo a ver cenários que classifica de “vergonhoso, triste e põe em causa a saúde pública”. Frisou.

Entretanto, Poito aproveitou a ocasião para apelar os residentes desta cidade com vista a manter as suas residências e quintais limpos, de modo a evitar doenças. Aliás, pediu a edilidade que reponha naquela avenida o contentor que há dias foi retirado, porque o lixo está acumular-se e pode ser prejudicial às crianças que brincam e aos utentes da via bem como às pessoas próximas do local. “Normalmente, quando não tem contentor as crianças são alvos. Com contentor as crianças não conseguem alcançar, peço que a edilidade devolva no local o contentor”. Disse.

Matilde Mussa, munícipe de 24 anos de idade, comerciante no mercado do Brandão, afirmou ser urgente que os munícipes ganhem a consciência no tratamento do lixo, “porque se queremos viver numa sociedade saudável e livre de doenças, sejamos nós a começar com a mudança”. Comentou.

Todavia, lamentou o facto da demora da recolha dos resíduos domésticos nos depósitos perto daquele mercado e o munícipe é obrigado a deitar no chão. “A recolha tem sido uma ou duas vezes por semana”. Concluiu.

Refira-se que na ronda feita pela Plataforma nos bairros desta autarquia, nota-se que muitos dos locais de depósitos de lixo encontram-se desprovidos de contentores que, por um lado, motiva os munícipes a deixar os resíduos sólidos expostos no chão e, por outro, a fraca recolha por parte das autoridades municipais seja o motivo da acumulação do lixo na urbe.

Cidadãos De Moçambique

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