Uma história real sobre o impacto da gravidez precoce

Uma história real sobre o impacto da gravidez precoce

Rute Caetano de 18 anos de idade é residente no bairro Santagua A, na cida de Quelimane. Engravidou aos 14 anos de idade de um adolescente da mesma idade.

Rute, que conheceu o mundo da maternidade muito cedo, conta ter começado a namorar em 2014 por influência das suas amigas. A falta de informação sobre a saúde sexual e reprodutiva e a sua própria imaturidade conduziu-lhe a contração de uma gravidez precoce em 2015 quando tinha 14 anos de idade e frequentava a 10ª.

Segundo a adolescente, depois de tomar conhecimento de que estava grávida, Rute e o seu namorado concordaram em abortar a gravidez uma vez que ambos não teriam condições de sustentar a criança. Por golpe de sorte,   no dia em que iam, de forma decidida, abortar, o namorado perde o comprimido contraceptivo que trazia tendo, depois, os dois decidido em encarar a gravidez.

A nossa fonte conta que veio a dar luz em 2016, no sétimo mês da gravidez. “foi um feto prematuro e tive que ficar dois meses no hospital para seguir com os procedimentos exigidos para o bem-estar do meu bebé e de mim própria”, disse Rute. Neste ano, a Rute teve que abandonar a escola porque pesava-lhe mais a responsabilidade de cuidar do seu filho. Só em 2017 volta a estudar, desta vez, no período noturno porque, segundo ela, pretende encontrar emprego durante o dia para arcar com as despesas de casa.

Se pudesse recuar o tempo, Rute Caetano afirmou que faria tudo de forma diferente. Rute aconselha outras raparigas que estejam a passar por mesma situação que a sua, a serem fortes e sublinha para aquelas que ainda não experimentaram a gravidez precoce a prevenirem-se rigorosamente. “para quem não conhece o impacto de se assumir a maternidade cedo, por favor, proteja-se”, sublinha.

Acompanhe a história de Rute

Cidadãos De Moçambique

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