Imundície no mercado Lixo

Imundície no mercado Lixo - Cidade de Quelimane

O cenário que se vive no mercado de Floresta, vulgarmente conhecido por mercado Lixo na cidade de Quelimane é deveras desolador. Trata-se de barracas abandonadas que estão a ser usadas como fossas sépticas.

Esta situação agrava-se cada vez mais na medida em que mais vendedores estão a optar por abandonar as suas barracas situadas dentro do mercado para ocupar espaços impróprios localizados do outro lado do mercado. O pior de toda essa história reside no facto de estes espaços fora do mercado localizarem-se à beira da estrada, colocando em perigo a vida dos utentes daquela via que liga a avenida Eduardo Mondlane à avenida Julyus Nyerere, para além dos cidadãos que tem naquele mercado a única opção para adquirir produtos diversos.

Os vendedores que ainda estão a trabalhar dentro do mercado queixam-se da impunidade dos seus colegas e apontam o dedo acusador às autoridades municipais, que segundo eles, continuam inertes aos atropelos perpetrados pelos seus colegas.

Tonito  Lourenço, um dos comerciantes revoltosos mostrou a necessidade do Conselho Municipal decidir se o mercado fica dentro ou fora do recinto concebido para os fins comerciais: “Queremos saber se o Conselho Municipal permite-nos a abandonar o mercado e instalarmos as nossas bancas lá fora, porque com os nossos colegas lá fora nós não conseguimos ter clientes, para além de que o local aqui está a ser transformado em latrina”. Para este grupo de comerciantes, não seria possível que os clientes entrassem no mercado uma vez que este apresenta sinais notáveis de abandono e um cheio nauseabundo.

Mas enquanto as acusações são mutuamente feitas, o povo consumidor continua sujeito a contrair doenças de origem hídrica nomeadamente diarreias, cólera e muito mais, devido a imundície que o mercado apresenta.

 

 

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