Consórcio Cidadãos de Moçambique e Quelimane FM advoga para mais água potável em Quelimane e Inhassunge

O Consórcio Cidadãos de Moçambique e Quelimane FM, na Zambézia, encontra-se a desenvolver um projecto em Quelimane e Inhassunge sobre os serviços públicos no sector de água e saneamento que conta com o financiamento da Fundação Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (Fundação MASC).

Membros do Governo, da Associação Cidadãos de Moçambique e da Rádio Quelimane FM durante a harmonização dos materiais de recolha de dados para estudo de base

Este projecto visa contribuir para um maior acesso à água potável através da sensibilização dos parceiro de cooperação e executivo dos distritos de Quelimane e de Inhassunge a expandirem os serviços de água potável às comunidades mais carenciadas, a educar as comunidades para uma melhor gestão, conservação e manutenção dos furos de água abertos bem como a facilitar reuniões estratégicas entre o sector público e privado com vista a discutir sobre os diferentes mecanismos de financiamento existentes para o desenvolvimento do sector de água e saneamento.

Neste exercício de advocacia, o consorcio trabalha directamente com os órgãos locais do Estado, com destaque para os técnicos dos Serviços Distritais de Planeamento e Infraestruturas (SDPI) de Quelimane e Inhassunge, líderes comunitários, organizações de base comunitária e Comités de Gestão de água.

Em Quelimane, as actividades do consorcio estão focadas para o bairro de Inhangome e Ivagalane. Nestes dois bairros, para a higiene individual e outras necessidades domésticas, os moradores socorrem-se da água da chuva, captada para cisternas improvisadas para o efeito. Dados obtidos em Inhangome indicam a existência de três poços construídos pela Faculdade de Ciências Marinhas e Costeiras da Universidade Eduardo Mondlane e dois furos abertos pelo Município de Quelimane em 2002. Porém, todas estas fontes estão danificadas, sujas e inoperacionais, colocando os moradores deste bairro habitado por cerca de três mil pessoas a percorrer diariamente mais de três quilômetros, atravessando uma ponte de 80 metros em estado de degradação, para buscar a água potável.

Em Inhassunge, o foco do projecto é para a localidade de Ilova. Neste distrito, o Governo, através dos Serviços Distritais de Planeamento e Infraestruturas, que trabalha sem nenhum parceiro privado, são o principal fornecedor da água potável e não existe nenhum outro provedor quer seja público ou privado. Até 2016, o último ano em que foi atualizada a base de dados sobre água, a localidade de Ilova contava com 15 fontes de água potável abertas pelo Governo, das quais 11 não estavam operacionais. Os mesmos dados apontam que a população da localidade de Ilova, no posto administrativo de Mucupia, ainda têm que percorrer pouco mais de 20 quilómetros até à fonte de água mais próxima.

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